Grupo Pão de Açúcar




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A Saga de um Vencedor

Valentim dos Santos Diniz, ou, como é carinhosamente chamado, “Seu Santos”, nasceu no dia 18 de agosto de 1913, em uma pequena aldeia de Portugal – Pomares do Jarmelo, aldeia da Beira Alta. Filho primogênito de Maria dos Prazeres e Abílio, teve mais dois irmãos, Joaquim e Lourdes. Aos oito anos perde a mãe, e passa a ser criado pelo pai e a madrasta Dona Josefa.

O outono de 1929 marca sua saída para um mundo desconhecido, que lhe traria muitas alegrias e sucesso. Seu destino estava diretamente ligado a sua vontade em buscar locais maiores que seu vilarejo, e construir seu próprio negócio. Como opções, o Brasil ou a cidade do Porto. Decidiu pela primeira opção e foi de trem para Lisboa, onde estava registrado em um navio de linha da Mala Real Inglesa chamado Almazora.

É assim que Valentim embarca na terceira classe, listado como “operário”. Quinze dias após seu embarque, ao firmar seus olhos no horizonte, avista um maciço de pedras, que foi reconhecido rapidamente por outros viajantes: o Pão de Açúcar. Esse nome, tão simples e forte, fica marcado na memória do jovem imigrante português. Após algumas horas desembarca em Santos, litoral paulista, e ao contrário dos outros viajantes, não foi para a Hospedaria dos Imigrantes no Brás; encaminhou-se para a casa de um tio de sua falecida mãe, no bairro da Mooca.

Com 16 anos preferiu não seguir à maioria dos imigrantes que rumavam para as lavouras de café e para as indústrias. Valentim começa a trabalhar no comércio, em um empório chamado Real Barateiro, localizado na Avenida Brigadeiro Luis Antônio, esquina com a Rua Tutóia, no Paraiso. Exerce a função de caixeiro e entregador, além de dividir com um amigo um quarto nos fundos do estabelecimento. Sua independência começa a partir daí.

Não demora muito e Santos Diniz, como é chamado no empório, é promovido à atendente da seção de atacado, passando a receber bem mais que o salário anterior, porém o mais importante nesse período é o encontro com a pessoa que viria a ser sua maior companheira, Floripes Pires, irmã de um cliente do empório. Dois anos mais velho que ela, casam-se em 15 de fevereiro de 1936. Em dezembro do mesmo ano, nasce seu primeiro filho, Abílio Diniz. Com algumas economias guardadas e o dinheiro da loteria ganhado por Floripes, abrem na Rua Vergueiro seu primeiro negócio, uma pequena mercearia, que possui aos fundos sua moradia.

Posteriormente, Miranda, seu ex-patrão o convida para ser sócio em uma panificadora. A parceria gera bons frutos e além da panificadora, administra também uma mercearia na rua Tamandaré. Em maio de 1943, nasce seu segundo filho, Alcides, e dois anos depois, em fevereiro, Arnaldo.

Após o término da sociedade, Valentim compra um conjunto de casas antigas na Avenida Brigadeiro Luis Antonio, e no dia 7 de setembro de 1948, quase um mês depois do nascimento da primeira filha, Vera Lúcia, presta sua homenagem ao país que lhe acolheu – fundando a Doceira Pão de Açúcar.

Os serviços da Doceira Pão de Açúcar inovam por oferecer buffet, doces e salgados que possuíam embalagens diferenciadas, especialmente para a empresa, além de eventos sociais, como batizados, casamentos, noivados, entre outros.

A Doceira Pão de Açúcar fica conhecida pelo dinamismo e qualidade no atendimento. Seu Santos mantém forte vínculo com seus clientes, interagindo com eles e querendo sempre saber mais sobre qualidade dos produtos e atendimento, buscando sempre melhorar seu negócio.

Não demora muito, e em 1952 a primeira filial da Doceira é aberta na Praça Clóvis Bevilácqua, no centro de São Paulo. Nesse mesmo ano a terceira loja é inaugurada, também na região central, na Rua Barão de Paranapiacaba.

Ainda em 1952, nasce Sonia Maria, a segunda filha do clã. Quatro anos depois, em 1956, nasce a caçula Lucília, totalizando três homens e três mulheres.

Em 1959, “Seu Santos” investe no segmento de auto-serviço e, ao lado da Doceira, adquire algumas casas antigas que, no mesmo ano, deram lugar ao primeiro supermercado da rede.

No dia 14 de Abril de 1959, com a ajuda de seu filho mais velho, Abílio então com 19 anos, inaugura o Supermercado Pão de Açúcar; primeira das diversas lojas que estariam por vir. Sua visão empreendedora, e o gosto pelo negócio logo se transformam em novas lojas, que são abertas, inclusive em locais onde ainda não existiam, como em shopping center e litoral.

O interior paulista também é agraciado com supermercados Pão de Açúcar, trazendo um novo desafio à Seu Santos: administrar a distância – fato esse, que não foi empecilho para o crescimento da rede, com qualidade e segurança. Ao final da década de 1960, recebe o título pela Santa Sé, no Grau de cavaleiro da Real Ordem Militar de Malta, além da Ordem do Mérito Infante Dom Henrique, os dois concedidos pelo Governo de Portugal.

Em 1969, é convidado pelo governo português para atuar comercialmente no país. A experiência de abertura de lojas em Portugal, e posteriormente Angola e Espanha, trazem para o início da década de 1970 o caráter de pioneirismo e de visão para o futuro. Esse pioneirismo não se restringe às diversas lojas abertas no exterior, mas também, um novo conceito de auto-serviço, implementado por Seu Santos e concretizado efetivamente até os dias atuais – o hipermercado. É assim que em 28 de maio de 1971, com um tom emocionado de voz, inaugura o Jumbo Santo André.

Em 1972, já consolidado como um grande empresário, Seu Santos recebe os títulos “O Homem do Comércio do Ano” pela Associação Comercial de São Paulo, e “O Comerciante do Ano” pelo Sindicato dos Lojistas do Comércio de São Paulo. Nunca esses dois títulos haviam sido outorgados à mesma pessoa. Sua contribuição ao crescimento econômico da cidade de São Paulo, e seu amor incondicional pelo bairro do Jardim Paulista, propiciou-lhe, em solenidade na Câmara Municipal de São Paulo, o título de “Cidadão Paulistano”.

Seu reconhecimento perante a sociedade não pára, e em 1979 recebe em grau máximo as comendas da Ordem do Cruzeiro do Sul, do governo brasileiro, e da Ordem de Benemerência do Infante, do governo português. Durante um bom tempo, por dois dias na semana praticava uma de suas paixões, a equitação – e permaneceu até depois dos 80 anos com seu hobby preferido.

O Grupo Pão de Açúcar consolida-se como uma grande potência varejista; sempre com pulso firme e carismático “Seu Santos” atua na presidência da companhia até 1995, quando Abílio assume o posto, já com a empresa de capital aberto. Seu Santos passa a ser chairman – presidente do Conselho de Administração e em 2003 assume como presidente honorário.

Em 2005 celebra a trajetória vitoriosa do Grupo Pão de Açúcar com a inauguração da exposição que conta a história do empresa.

Até 2007, ainda era possível encontrar o “Seu” Santos em visitas as lojas, conversava com clientes e funcionários e também mesmo na sede do Grupo, na Avenida Brigadeiro Luis Antonio, em São Paulo. O fundador de uma das empresas pioneiras do varejo no país faleceu no dia 17 de março de 2008 e deixou seu legado para história do comércio brasileiro.

 



Cronologia


 

1913

Valentim dos Santos Diniz nasce em 18 de agosto, na aldeia de Pomares do Jarmelo, subdistrito da Guarda em Portugal. Filho de Maria dos Prazeres e Abilio, teve mais dois irmãos, Joaquim e Lourdes. Aos oito anos perde a mãe, sendo criado pelo pai e a madrasta Dona Josefa.

1929

Na véspera de sua partida, escuta a sentença do pai “Você vai progredir.”

Em 10 de novembro, aos 16 anos, deixa sua casa rumo ao Brasil. Trazia dinheiro para se manter durante um mês, o endereço de um tio-avô que morava em São Paulo e o sonho de se tornar comerciante. Viaja no navio Almanzora, embarcação da Mala Real Inglesa que fazia a linha Southampton-Buenos Aires, ao lado de outros 1.111 passageiros. É registrado como operário e ocupa uma das vagas da terceira classe.

Em 25 de novembro, chega ao Rio de Janeiro e tem sua primeira visão do Brasil: o Pão de Açúcar. Pouco depois, desembarca no Porto de Santos. De lá segue para o bairro da Mooca, em São Paulo, dirigindo-se para a casa do tio, José Tenreiro, então empregado da Companhia Antarctica Paulista.

Em dezembro, começa a trabalhar como entregador e caixeiro no empório Real Barateiro, de propriedade do português Januário Mascarenhas Miranda. Recebe salário de 80 mil réis e o direito de dividir com um colega um quarto nos fundos do estabelecimento, que se localizava na Avenida Brigadeiro Luís Antônio, 2.971, esquina com a Rua Tutóia.

1936

No ano anterior conheceu sua futura esposa, Floripes Pires, nascida em 1915, no Brasil, filha de José Pires, português da região de Bornes, Alto Douro. Casam-se em 15 de fevereiro, na Igreja Nossa Senhora da Penha. Foram morar em uma das pequenas casas recém-construídas na Avenida Brigadeiro Luís Antônio, em frente à Rua Estados Unidos.

Com o dinheiro que D. Floripes ganhou na loteria, inaugurou uma pequena mercearia, na rua Vergueiro, São Paulo em frente ao Colégio Santo Agostinho. A loja ficava na frente e a moradia nos fundos.

Nasce o seu primogênito, Abilio dos Santos Diniz.

1937

Em sociedade com o antigo patrão, Januário Mascarenhas, e com o amigo Davi Rodrigues funda a empresa Santos & Rodrigues Ltda. e inauguram a Padaria Nice, que se tornaria uma das mais famosas da cidade.

1941

Vai ao Rio de Janeiro para entregar ao presidente Getúlio Vargas um documento com reivindicações da comunidade portuguesa do Centro Beirão de São Paulo. Em companhia de Floripes e Abilio visitam o Pão de Açúcar e o Cristo Redentor.

1945

Mantém um pequeno empório e uma mercearia, onde testa estratégias de venda. Ali já antecipa o futuro: o cultivo de seus clientes.

1946

Decidido a expandir seus negócios retira-se da Padaria Nice e compra duas casas na Av. Brigadeiro Luís Antônio. Para não concorrer com amigo e antigo sócio, constrói um prédio de apartamentos de dois andares com um salão comercial no térreo.

1948

Em 7 de setembro inaugura a Doceira Pão de Açúcar, oferecendo doces, salgados e serviços de bufê. O nome foi inspirado num dos marcos do Rio de Janeiro, capital do país, homenagem do Senhor Santos à sua segunda pátria. Com 50 funcionários e instalações de primeira, com um laboratório equipadíssimo para produção de doces e salgados. A Doceira faz sucesso imediato e na primeira quinzena, já organiza um banquete por encomenda do próprio governador do Estado para 350 pessoas, no Club Homs, na avenida Paulista.

A Doceira possuía um carro de entregas, um furgão Chevrolet, modelo 1948, que em pouco tempo passou a dividir o serviço com um automóvel Packard, transformado em caminhão.

1949

Realiza viagem a Portugal no intuito de rever os campos e montanhas da sua região natal e visitar seus parentes. Abílio, Arnaldo, Alcides e Vera Lúcia acompanharam os pais, que levaram o carro Nash, desde o Brasil, para garantir o conforto da família. Percorreram os caminhos até Pomares, com suas casas características de pedra e visitaram a Espanha.

A família muda-se para sua primeira casa própria, na Rua Salto, onde permanecerão por 23 anos.

1952

A Doceira Pão de Açúcar abre duas filiais: na Praça Clóvis Bevilácqua, número 21 e na Rua Barão de Paranapiacaba, número 97, próximo à Rua Direita.

A família Santos Diniz cresce com a chegada de Sônia Maria, a quinta filha.

Adotando noções de marketing antes do termo ser adotado, “seu” Santos manda fabricar um papel de presente exclusivo com o logotipo da empresa.

1955

Adquire o terreno ao lado da Doceira Pão de Açúcar, na avenida Brigadeiro Luís Antonio, onde constrói um prédio com grande loja no térreo e salão de recepções no primeiro andar. No alto será o salão de recepções complementando os serviços da Doceira.

1959

Apostando numa nova modalidade de comércio: o auto-serviço, que chegara ao Brasil seis anos antes, inaugura o supermercado Pão de Açúcar, no prédio ao lado da Doceira.

1968

Torna-se diretor da Associação Comercial de São Paulo e eleito presidente da Câmara Portuguesa de Comércio, onde permanecerá até 1980. Recebe o título de Cavaleiro da Real Ordem Militar de Malta, outorgado pela Santa Sé; e a Ordem do Mérito Infante Dom Henrique, do governo português.

Nesse período, visita o Japão em missão econômica e cultural brasileira.

1969

Com apoio do ministro da Fazenda, Delfim Netto, no intuito de estimular o intercâmbio comercial, organiza uma missão econômica da Câmara Portuguesa para levar empresários brasileiros à África e Portugal.

É convidado pelo governo português a operar no país, o que resulta na SUPA – Companhia Portuguesa de Supermercados.

Em entrevista à revista Banas, em São Paulo, fala pela primeira vez, em abertura de capital do Pão de Açúcar.

1972

Agraciado com os títulos “O Homem do Comércio do Ano”, pela Associação Comercial de São Paulo; “O Comerciante do Ano”, pelo Sindicato dos Lojistas do Comércio de São Paulo. Os títulos nunca haviam sido outorgados à mesma pessoa.

Eleito pelo jornal Mundo Português um dos “Dez Melhores da Comunidade Luso-Brasileira de 1971”.

1973

Em solenidade no Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo ganha o “Colar D. Pedro I”, pela participação nas comemorações do “Sesquicentenário da Independência.” Reeleito primeiro vice-presidente do Instituto de Cultura e Ensino Padre Manuel da Nóbrega, ICEN.

1974

Homenageado com o título de “Cidadão Paulistano” em solenidade na Câmara Municipal de São Paulo

1978

Por sua representatividade na área do comércio conquista o “Roquete Pinto de Prata”, nos 25 anos da TV Record.

Recebe os títulos: “Personalidade Esan”, da Escola Superior de Administração; e “Homem de Vendas”, da Associação dos Dirigentes de Vendas e Marketing do Brasil – ADVB.

Como presidente da Câmara Portuguesa de Comércio de São Paulo saúda o presidente Ramalho Eanes em sua visita a São Paulo.

1979

Recebe em grau máximo as comendas da Ordem do Cruzeiro do Sul, do governo brasileiro, e da Ordem de Benemerência do Infante, do governo português.

Em 30 de novembro, é indicado patrono do Centro Cultural e Desportivo do Sesc inaugurado em Piracicaba. José Papa Júnior, presidente da entidade de comércio, descerra a placa do Centro Comendador Valentim dos Santos Diniz.

1981

No início do ano, em 26 de fevereiro, toma posse na presidência da primeira diretoria do Conselho da Comunidade Portuguesa do Estado de São Paulo, no salão nobre da Casa de Portugal.

1987

Condecorado com a “Ordem do Infante D. Henrique”, no grau Grã-Cruz, pelos serviços prestados a Portugal. No mesmo evento, Abílio recebe a “Ordem do Infante D. Henrique”, no grau de Comendador. O evento no Palácio dos Bandeirantes contou com a presença de Mário Soares, presidente de Portugal.

1988

Reestruturação dos cargos executivos. Alcides dos Santos Diniz vende suas ações e afasta-se da empresa. Sr. Santos permanece na presidência, Abilio Diniz passa de diretor-superintendente para a vice-presidente.

1993

É assinado um acordo de redefinição da composição acionária da empresa, pelo qual Abilio Diniz assume a posição majoritária. Sr. Santos e sua esposa D. Floripes e a filha mais nova Lucília, permanecem na sociedade. Os outros filhos, Arnaldo, Vera Lúcia e Sônia Maria deixam de fazer parte do quadro de acionistas.

1995

Torna-se chaiman – presidente do Conselho de Administração – do Grupo Pão de Açúcar, parte da reformulação da empresa que abrir o capital da. Abilio Diniz torna-se o presidente da companhia de capital aberto.

1998

Homenagem da APAS a Valentim dos Santos Diniz, dando seu nome à nova sede da associação.

É lançada a biografia do Sr. Santo,"Meu Pão com Açúcar", que conta a trajetória de sua vida desde a chegada ao Brasil, em 1929 em 205 páginas, o livro, com prefácio de Luiz Carlos Bresser Pereira.

2002

Sr. Santos passa a ocupar o cargo de presidente honorário do Conselho de Administração da Companhia Brasileira de Distribuição., e seu filho, Abílio Diniz torna-se chairman da empresa.

2003

A Casa de Portugal de São Paulo presta uma homenagem ao Sr. Santos, e encomenda ao escultor português Santos Lopes um busto em bronze, para ser colocado no saguão de entrada da instituição. A inauguração conta com representantes da sociedade paulista.

2004

Premiado com o Proost Rodovalho, da Associação Comercial de São Paulo e da Companhia de Melhoramentos de São Paulo, reconhecimento às personalidades de destaque em sua área de atuação.

2005

Sr. Santos inaugura, na sede do grupo, a exposição sobre a trajetória do Grupo Pão de Açúcar, localizada na mesma avenida na qual foi inaugurada a Doceira Pão de Açúcar: Av. Brigadeiro Luis Antonio, em São Paulo.

Sr. Valentim dos Santos Diniz da é o 1º VICE-PRESIDENTE Diretoria Administrativa do Hopsital Beneficência Portuguesa, entre 2005 e 2006.

A trajetória de Sr. Santos é uma das sagas do empreendedorismo no Brasil é contada no segundo volume do livro “Pioneiros e Empreendedores – a saga a Saga do desenvolvimento no Brasil”, ao lado de João Evangelista de Souza (Barão de Mauá), Luiz de Queiroz, Attílio Fontana, Guilherme Guinle, Horácio Lafer e Wolff Klabin,José Ermírio de Moraes e João Gerdau Curt Johannpete

2006

Sr. Santos inaugura, na sede do grupo, a exposição sobre a trajetória do Grupo Pão de Açúcar, localizada na mesma avenida na qual foi inaugurada a Doceira Pão de Açúcar: Av. Brigadeiro Luis Antonio, em São Paulo.

Sr. Valentim dos Santos Diniz da é o 1º VICE-PRESIDENTE Diretoria Administrativa do Hopsital Beneficência Portuguesa, entre 2005 e 2006.

A trajetória de Sr. Santos é uma das sagas do empreendedorismo no Brasil é contada no segundo volume do livro “Pioneiros e Empreendedores – a saga a Saga do desenvolvimento no Brasil”, ao lado de João Evangelista de Souza (Barão de Mauá), Luiz de Queiroz, Attílio Fontana, Guilherme Guinle, Horácio Lafer e Wolff Klabin,José Ermírio de Moraes e João Gerdau Curt Johannpete

2008

Internado desde o começo do ano, no Hospital Albert Einstein, falece em 17 de março, aos 94 anos